Séculos XVII e XVIII

Em 1640, Xabregas/Beato era um dos mais ativos centros de conspiração contra o domínio filipino. Um dos fidalgos conspiradores era D. Gastão de Sousa Coutinho, cujo palácio era junto à calçada que ainda tem o seu nome. Em 1644, D. Gastão mandou  edificar junto do seu palácio, uma ermida dedicada a N. Sª da Restauração, da qual não restam dúvidas. O palácio tinha cais fluvial próprio, onde atualmente se situa a Rua da Manutenção.

Em 1662, a rainha D. Luísa de Gusmão retirou-se para uma quinta entre Xabregas e Marvila “ em sítio muito agradável sobre o rio Tejo “, num lugar chamado Grilo. Ali fundou dois conventos e no final do século, havia desde Xabregas ao Beato quatro conventos. Daí calcularmos a elevada presença de frades e freiras entre a população local.

O terramoto de 1755 não fez grandes estragos na zona, só o Convento de S. Francisco  sofreu maiores danos.

No final do séc. XVIII, a freguesia do Beato tinha 380 fogos e 1500 habitantes.

Em 1777, foi construído o palácio Duque de Lafões e em 1785 estabeleceram-se, no Vale de Chelas, as primeiras unidades fabris – duas estamparias de chitas.